
Monty Phyton é sinônimo para humor genial, e A Vida de Brian é, para mim, o momento sublime na carreira do grupo. E a cena a seguir é antológica em duas categorias: a dos melhores finais de filmes, e a das cenas musicais inesquecíveis.
Quanto à primeira menção, é fácil notar que num filme cujo humor é baseado essencialmente na ironia a cena final aqui mostrada representa o auge, o cúmulo da ironia, o coroamento harmonioso para tudo o que se viu antes. Difícil pensar num final que seja mais coerente com o espírito do filme que ele encerra. Esse final é “a cara” do Monty Phyton.
Depois, é escandalosa a contradição entre a canção (pelo menos a canção original, e não a versão perversa aqui cantada) e o contexto da cena, e isso é que faz desse final uma pérola do humor – humor negro, é claro.
Muitos filmes tentaram fazer rir da morte. Este é um dos que consegue.